DCI: Nova postura em auditoria internaDCIhttp://www.dci.com.br/noticias_imprimir.asp?id_texto=327125&palavra_chave=tributo&b=1
DATA : 14/05/10
Nova postura em auditoria internaCresce exigência por alto grau de especialização de auditores, o que pressupõe uma equipe com visão multidisciplinar
O cenário atual do ambiente das organizações cada vez mais demanda a adoção de medidas e técnicas de acompanhamento e controle que visam minimizar falhas e evitar problemas que coloquem em risco a imagem da entidade, diante de acionistas, clientes e do mercado em geral. Essa nova postura corporativa tem proporcionado a materialização e a aplicação de diversos mecanismos, objetivando detectar e mensurar possíveis problemas, bem como oferecer alternativas de solução. Entre esses mecanismos, destacam-se as políticas de gestão de riscos relacionadas com auditoria interna. Enquanto a auditoria externa tem como finalidade a emissão de pareceres sobre as demonstrações financeiras, a auditoria interna visa principalmente à avaliação do processo de gestão da empresa, em aspectos como governança corporativa, riscos e procedimentos necessários para aderir às normas, apontando eventuais desvios e a vulnerabilidade a que uma organização possa estar sujeita. Diante desse panorama e das exigências regulatórias que seguem a tendência mundial de fortalecer, cada vez mais, as estruturas de controles, tem aumentado espantosamente, por parte das organizações, a criação ou o aprimoramento dos controles de risco, levando ao aumento do grau de importância das atividades desempenhadas pela auditoria interna. Nesse sentido, a importância dessa área no processo de gestão tem aumentado a exigência por um alto grau de especialização do quadro de auditores, o que pressupõe uma equipe com visão multidisciplinar, que atue de forma coordenada e tenha como finalidade básica o assessoramento da administração por meio do exame e da avaliação dos aspectos que destacamos a seguir, entre outros: a) adequação e eficácia dos controles; b) integridade e confiabilidade das informações e dos registros; c) integridade e confiabilidade dos sistemas estabelecidos para assegurar a observância de políticas, metas, planos, procedimentos, leis, normas e regulamentos, assim como da sua efetiva utilização; d) eficiência e eficácia do desempenho e da utilização dos recursos, dos procedimentos e métodos de salvaguardas dos ativos e a comprovação de sua existência, assim como a exatidão dos ativos e passivos; e) compatibilidade das operações e dos programas com os objetivos, planos e meios de execução estabelecidos; f) mensuração dos problemas e riscos, assim como apontamento de alternativas de solução. Vale ressaltar que os principais atributos de um auditor interno continuam sendo os que se seguem: a) Comportamento Ético - Deve ter sempre em mente que, na condição de empregado ou contratado, se obriga a proteger os interesses da empresa e a respeitar as normas de conduta que regem a entidade, não podendo valer-se da função em beneficio próprio ou de terceiros, e ficando, ainda, obrigado a guardar confidencialidade das informações obtidas, sem poder revelá-las a terceiros, salvo com autorização específica ou se houver obrigação legal; b) Cautela e Zelo Profissional - Agir com prudência, habilidade e atenção, de modo a reduzir ao mínimo a margem de erro, acatando as normas de ética profissional, o bom senso em seus atos e recomendações, o cumprimento das normas e procedimentos da entidade e o adequado emprego dos procedimentos de aplicação geral ou especifica; c) Independência - Manter uma atitude de independência, de modo a assegurar imparcialidade no seu trabalho, assim como nos demais aspectos relacionados à sua atividade profissional; d) Soberania - Possuir o domínio do julgamento profissional, pautando-se no programa de auditoria de acordo com o estabelecido, na seleção e aplicação de procedimentos técnicos e testes cabíveis, bem como na elaboração dos relatórios; e) Imparcialidade - Abster-se de intervir em casos onde haja conflitos de interesses ou desavenças pessoais, que possam influenciar a imparcialidade do seu trabalho, devendo comunicar fatos assim ao seu superior imediato; |
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